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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

- Profundidade da alma

Se assim não fosse, assim seria.  

Algo como uma manhã bem feita,  

Traços sagrados de sol e fita.  

No enlace de renda e fogo,  

Brilha a alva do meu viver.  


Num céu conhecido e bem distante,  

Cuja magia, onde se esconde?  

Se me conheço, nem sei bem aonde,  

Padeço a hora e sou viajante.  


Quem me leva não me avisa,  

Da ansiedade que me escraviza.  

Nem tão fogo, só um pouco de cinza,  

Se sou verdade, há um pouco de cisma.  


Sou um pouco de areia que carrega o vento,  

Pra dentro do mar e depois me arrependo.  

Nas entranhas marejadas vou escorrendo,  

Na praia deserta, estou morrendo.  


Hertinha Fischer.

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