As tardes quentes e rosadas de verão anunciavam o merecido descanso.
Ao sair da roça, surgia um pequeno trilho entre a vegetação rasteira, que terminava em uma estrada de terra onde passavam sonhos sobre rodas. Ao lado, postes de transmissão de dois módulos sustentavam linhas simétricas que pareciam dançar no ar, um espetáculo para olhos cansados. Da estrada, outro trilho, marcado por um pé de bananeira nanica, levava a dois pessegueiros plantados frente a frente. No meio, o trilho desembocava num terreiro imenso. Abaixo, grandes arvoredos cresciam até o céu; acima, infinitas bananeiras de várias espécies disputavam espaço. Entre o bananal, uma passagem larga e sombreada conduzia a outro terreiro menor, que ficava um pouco à frente da casa, ligando-a à estrada.
A casinha se destacava, situada na base do primeiro terreiro, com bananeiras ladeando suas costas. No terreiro de cima, havia o paiol, onde eram guardadas as colheitas, às vezes de milho, outras de tranças de cebola. A morada tinha uma pequena porta de madeira voltada para o oeste e outra para o sul. Duas janelas pequenas e desalinhadas davam para o norte, e uma para o sul. A leste, as costas da casa encostavam-se a um grande pessegueiro, que segurava um varal de roupas feito de arame farpado, estendendo-se sobre os capins até encontrar um coqueiro ao lado do primeiro chiqueiro.
Abaixo do chiqueiro, havia o pasto do cavalo, cercado por arame farpado, ocupando uma boa porção de terra que se estendia até um taquaral na beira da estrada, descendo até o rio. Dali, o terreno seguia ladeando um segundo chiqueiro, formado por erosões, subindo pelos braços da mata até novamente encontrar o primeiro chiqueiro próximo à casa. Na frente, um mata-burro marcava a passagem para buscar água no rio e lavar.
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