Onde eu estava?
Não sei!
Ainda não sei se estou,
sou apenas uma energia que
se perdeu entre outras que
foram surgindo.
Tentei emergir lá do fundo
do oceano da vida,
e só encontrei, na superfície,
uma forma de me afogar.
Só dependia do não crescimento,
mas as células se multiplicavam
enquanto dormia, e os acontecimentos
não me davam alívio.
Tive que seguir por meios próprios,
próprios daqueles que nasceram
sem folga.
Nunca descansei por completo, mesmo
quando, na solidão, meu corpo
se ausentava de mim.
Por um dia! Só por um dia, pensava: E esse dia
chamava outro e outro.
Não quero futuro, nunca o quis, aliás, ainda não quero.
Se quisesse, provavelmente, não teria,
pois tudo colabora para me contrariar.
Hertinha Fischer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário