A vida encurta, o ponteiro apressa. Logo, logo, o dia se vai na rapidez que nos empurra a andar correndo. E, aos poucos, vai somando. Quando percebemos, já é depois, e de depois em depois notamos que a tartaruga virou lebre. Os cabelos brancos roubam a cor, e a esperança se transforma em renúncia no descarado passar do tempo. A amizade supera o amor, e o suor seca. Na terra do nunca, é nunca mesmo, só é sempre por acaso. E, se o sempre vence, é lógico: o nunca mente.
Hertinha Fischer.
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