Certos dias difíceis de fazer poesia.
A gente sonha, vive, revive, e...
só dores vem celebrar a alusão de bem estar.
Andei sobre as nuvens, por vezes, estive
em cores de arco-íris, mas, também anuviei
como dia triste.
Seria como aquele pássaro, passando seu dia
a fazer graça para a sua amada,
buscando por coisas coloridas, sem saber
ao certo de que se trata. E ao
término de sua obra, se enfeita, dedica-se
dança, mas a amada foge
como quem tem medo do certo.
E ele fica ali, roendo-se por dentro,
mas não desiste, quem sabe, ela
volta, ou coloca uma outra qualquer
em novos caminhos
que vai acabar por ser ali.
É estrada, é caminho, é duvida em
certeza. A vida e seus enigmas, na substância de sonhos.
E tudo definha, desintegra-se, só
o momento que nunca se desfaz, está a nossa frente,
sobre novos aspectos,
novos protagonistas, nova forma de
sofrer ou, quem sabe, ser feliz!
Hertinha Fischer
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Entre buracos
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017
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