Como é bom saber que não fui totalmente
inútil.
Fiz trabalho e também dei trabalho.
Sondei pessoas em seu íntimo, conheci
o desconhecido.
Usei para descobrir, e descobri do
que usava.
Cada vez que olho com meus
olhos internos, todos
os feitos fincados no tempo
para trás, é como se agora
ficassem tão imensos.
Um poeirinha lá atrás,
que deveras foi crescendo
até tornar-se um montão
de experiências que
hoje faz sentido.
Eu estive lá; no passado,
agora estou aqui; no futuro,
nem precisei da máquina do tempo, fui
andando, desbravando tempo, como
ponteiro de um relógio, tic-tac, aqui cheguei.
Foi especial; quantas vistas, quantas pegadas,
quanto caminhar,
quantos rostos, quantas alegrias,
inimagináveis, incontáveis sorrisos.
Viajei pela vida como um trem veloz
em seus trilhos, cercado pelos sonhos
de quem chegou ou partiu.
E ainda me restam caminhos,
menos longos, mas, talvez, mais
bonitos, pois quanto mais próximo
estamos do nosso destino,
mais emocionante torna-se a
jornada.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 1 de abril de 2015
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