Como eu queria sair deste silêncio,
até um grito de socorro me soaria
bem.
Quanto mais eu tento abrir espaço,
mais as paredes se fecham ao redor.
Minha alma luta contra essa minha mania
de querer, não quero coisas, quero amor.
E o amor se esfriou como fogo apagado, mesmo
que eu insista em esquentar as mãos, o gelo
è que me destrói.
O sol que me esquentava nas manhãs, agora
se pôs ao longe, me olha através das nuvens, como
se olha alguém através de um véu.
O que foi que eu fiz? Que pecado cometi?
Só quis viver! Me fizeram acreditar no bem, e
agora sofro, por não conseguir chegar até lá.
Falam, ensinam, mas não sentem? Que droga é essa!
me jogam no mundo e depois me deixam a deriva,
como papel picado a deslizar sobre o mar.
As situações mudam. eu bem sei! Mas
sentimentos bons deveriam ser eternos, no
entanto, como nuvem passageiras, vem
e vão.
Não existe constância em nada, tudo é relativo,
embora eu insista em ensinar sinceridade.
Herta Fischer
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Eco do fim
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