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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A vida não me desapontou

Não, a vida não me desapontou! Pelo contrário, todos os anos a acho melhor, mais desejável, mais misteriosa... desde o dia em que vejo a mim a grande libertadora, a ideia de que a vida podia ser experiência para aqueles que procuram saber, e não dever, fatalidade, duplicidade!... Quanto ao próprio conhecimento, seja ele para outros aquilo que quiser, um leito de repouso, ou o caminho para um leito de repouso, ou distracção ou vagabundagem, para mim é um mundo de perigos, é um universo de vitórias onde os sentimentos heróicos têm a sua sala de baile. «A vida é um meio de conhecimento»; quando se tem este princípio no coração, pode viver-se não somente corajoso mas feliz, pode-se rir alegremente! E quem, de resto, se ouvirá, portanto, a bem rir e a bem viver se não for primeiramente capaz de vencer e de guerrear?

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência" 

Alegro-me em dizer que daqui do
meu quarto, eu ainda posso ver as estrelas.
Participo da vida e sobre meus olhos, toda beleza
desponta.
Quando muitos estão irados, por uma controvérsia
ou outra, eu apenas ouço o som noturno, que
me inspira a deixar todas as magoas de lado.
A razão que hoje me leva, não é mais a mesma
razão de ontem, pois ontem eu era espinho,
hoje sou flor.
Encontrei o meu lugar longe de confusão, o
meu dias e minhas noites tornaram-se tão claras,
percebi que o bom viver me faz bem viver.
Tenho ainda muitas responsabilidades, aquelas
que me vieram sem que eu precisasse chamar.
Percebi que o que me faz feliz, não é a minha gloria, nem
os holofotes da vida em minha direção. Percebi
que, o que me faz feliz, são os sorrisos que colho,
quando meu coração é bom.
Sei que ainda é pouco, pois na entrega da minha carreira
do lar, quase que não me sobra muito tempo para doar.
Então, me satisfaço em realizar-me como abelha, ou
como formiga, apenas na satisfação do que a natureza
me propôs.
Não é muito, mas eu também não sou muito, então,
está tudo no um a um.
Já curti a criancice, já curti a adolescência, e também
todas as etapas da juventude, agora curto o melhor
tempo, o tempo do rejuvenescimento da alma.
O corpo definha, mas a alma se revigora, a cada etapa
que venço.
E quanto mais me aproximo do pote, mais cores me visitam,
no arco-iris sem fim.
Herta Fischer









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