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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Não me importo com os obstáculos

O que é a vida senão uma fuga de
um dia para o outro.
Quando pensamos na possibilidade de
que seja ele, diferente.
Tomamos a sementinha, com delicadeza,
a deitamos em terra, cobrimos com cuidado,
para que possa despertar em segurança,
e as vezes, nem desponta.
Mais perdas que ganhos, quando pensamos
em seguir adiante, damos vários passos para traz.
Quisera  eu, ter nascido índia, longe da loucura
branca, que mais rouba, que semeia.
A população aumenta, e com ela, aumentam-se
as desigualdades, a violência, a corrupção.
Nosso caminho se encheu de ervas, e quanto mais tiramos,
mais se nasce. ficamos quase sem espaço, e no pouco,
amontoados, tornou-se queda de braço.
O não haver justiça desanima, e seguimos cabisbaixo,
apenas com a esperança nas costas.
Quão sofrida é a subida. De longe avistamos
o objeto, porém, com que pernas a alcançaremos?
Se meu joelho tremula, já não posso caminhar,
e se não der meus passos.. como chegar?
Então, tento me livrar da arrogância que
me faz lamentar, para agradecer o
dom de continuar...
Hertinha









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