Pois é!
Mais uma vez estou aqui neste mundo
ilusório das letras.
Tecendo uma a uma a vontade de
ser aceita, mesmo na insignificância
em que vivo.
Minhas formas de ver e ouvir, mas
principalmente de aprender é esta,
que de tudo, eu possa tirar proveito.
Minha vida, ou, meu viver, tem as mesmas limitações
de qualquer ser que vive, não dá para fazer diferente.
Assim como uma plantinha precisa da terra e de seus
componentes, do sol e de seus nutrientes, eu também
preciso de uma condição favorável que me abasteça e
que não me deixe desistir.
Sei que as pessoas não estão muito preocupadas umas
com as outras, nem se importam muito com
o bem estar alheio, cada uma vive para si, querendo
vivenciar as suas próprias conquistas, para permanecerem
saudáveis e confiantes no segundo seguinte.
Enquanto que, eu vou passando, em meio a tudo isto,
sem merecer uma medalha sequer.
Vivi para os outros, semeei para os outros, cheguei
ao ponto de esquecer de mim.
Hoje me faz falta a minha própria identidade, sei um pouco
de todos, mas não sei de mim.
Que me interessa saber da vida e de suas circunstância,
ter conhecimento sobre tudo um pouco, se não posso
mais voltar no tempo, ou mudar o que já foi feito, ou
renovar-me para recomeçar?
Se preciso recomeçar, tem que ser daqui, onde a ferrugem
do tempo já fez seus estragos, preciso lixar-me, e preparar-me
para receber novas camadas de cores.
Porém, parece muito fácil para quem fala, mas, muito difícil
para por em prática, mesmo porque, a forma de viver dos
homens não muda. E quando muda, muitas vezes, é para pior.
Casa-se, cria-se filhos, e como abrir mão das responsabilidades
que isto acarreta, como viver paralelamente uma outra história?
Não dá para falar de mim, se a minha história se encontra com
a história do outro, ou, de outros.
Como acrescentar para mim, sem ferir, sem constranger aqueles
que em mim confiam?
Se preparei um ninho, se nele criei meus filhotes, como me arrepender,
quando por certo, chegar a hora de vê-lo vazio?
Como farei para preencher este vazio, se já não posso substituí-los, se
não há mais tempo para construir outros ninhos?
Hei de ver a palha seca, e a observar de longe, o vento levar
meu suado trabalho, e ainda ter que ser forte para ouvi-los
dizer que tudo foi em vão, que meu trabalho se perdeu, por
ser eu uma farsa, por nunca ter aprendido a viver de verdade.
Triste fim de um poeta falido, que olhou e percebeu, que fez
mais do que imaginava ser capaz, foi desvendando seu próprio
caminho com a habilidade de construir para si mesmo, e no final,
nada restou, a não ser a perda total de sua majestosa obra,
que o tempo fez questão de arrasar.
Herta Fischer
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A dose certa
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sexta-feira, 10 de abril de 2015
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