As folhas diárias, já rabiscadas, anoitecendo, eram rasgadas, revelando à luz um pouco borrada nuances de nuvens na noite enluarada. Um pouco de mim se perdia no trago gelado do tempo fugidio, com coração e mente, pensamento fluindo, fingindo sono na cama à noite. A parede, um tanto esburacada, sob o olhar da lua já meio curvada, exibia uma íris vermelha e lacrimejante, desejando a luz quase apagada. Para longe da vida, voa-se ligeiro, já que o corpo não é inteiro; o sonho é leve e companheiro, como ser fechadura e também chaveiro.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
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Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
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Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
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Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
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