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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Olhos da terra

Como me entender,
se nem estou mais aqui.
Tenho muitos rabiscos
que nem sequer transmiti

Sou como a rosa, que só pé,
enterrada sobre ciscos
sem poda e sem cuidado
como ovelhas sem apriscos

Desvendando os ponteiros
Seu caminho circulado
Horas marcam todo dia
de rodar, já está cansado

Como sinos pendurados,
sobre a igreja no telhado
Há muito esquecido,
com badalo enferrujado

Muitos só vivem de enfeite
Como anão em seu jardim
Não falam e nem ouvem
Mesmo feitos de marfim

Estou seguindo em minha orla
maré que sobe e que desce
Esculpindo pedras com beijos.
Nos braços de uma prece.

Hertinha Fischer

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