Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Malogrado cansaço

Não sei mais se subo ou desço. Hoje me invadiu uma sensação de tanto faz. Passou por mim um desejo de virar a mesa, jogar tudo o que aprendi fora e sair por aí, sem memória nem bagagem, curtindo o som da vida a sós. Imaginei-me à sombra de uma jabuticabeira, contando seus segredos de flor, enquanto se prepara para sair de si e virar frutos, que, por sua vez, um dia se tornam nada. Que miséria a nossa, quando os vais e vens já não produzem nada. Certos amantes dizem que o tempo cura, mas, se nem doentes estamos, como nos curar da mesmice que embala o tum-tum-tum? De novo dia! De novo noite! E de novo… Me vejo cansada, e o tempo, novo? Vai e vem, abre e fecha, e não me liberta do mesmo de sempre. E o grito que morre na garganta? E os sussurros do cansaço? E o cansaço de ter que ser o que já não se consegue?

Hertinha Fischer




Nenhum comentário:

Postar um comentário