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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Na lembrança dos pássaros

 

E quando não mais estiver

A existência for um descampado
E o fio do do varal te contar

Quantas vezes essa mão se ergueu,

pelo muito que já viveu

O ladrilho já bem descorado

De pegadas que o tempo esculpiu

De idas, vindas e trabalho

De um rosto que muito se viu

Soarei como os ventos que cantam
ao chegar, novas, as estações
A trazer folhas secas de longe
á uivar suas belas canções
E do mato se ouvir um murmúrio
Com os pássaros livres a cantar
Entoando cantos e hinos
com seus bicos e corações.
A se lembrarem que ali já passei
Com minha prancha imaginária
A surfar nos caminhos e nos ares
Como mares de recordações.

Entre os barcos de boas memórias

Um furação de saudade irromper

O vento contará da passagem

De um ser que veio pra vencer.. E

foi embora, para se promover

Hertinha Fischer



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