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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Via efúgio

 Eu e minhas manias

Tinha sede de ir embora, poço

fundo, eu te diria.

Os rastros que deixei para trás,

nem de sonhos sacudiram

Pedras risonhas e mato alto,

rosas mortas em pleno pasto.

Salto alto em lugar baixo,

 meio a samba eu andaria

Minha mãe deixei um dia

Lá na baixada que existia

Tudo que ali vivi

iria me fazer falta um dia.

Naveguei por entre mares

que de pedra somaria,

vezes tantas, me afoguei,

nas historias que inventei

Viajei em terras de rei,

com manjares me fartei

e de panos encardidos

fiz a cama que deitei.

Acordei no nunca mais,

antes mesmo de dormir.


Hertinha Fischer









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