Ah, se o tempo falasse, teria tantas histórias para contar sobre mim. Coisas guardadas no peito, fora do coração. Amores reprimidos que nunca vieram à luz, lágrimas que secaram antes de cair, risos no lugar da dor para poupar as artérias. Situações do dia a dia que, na pressa, se perdem. Ah, se o tempo contasse: quantos medos caberiam em simples folhas de papel? Quantas renúncias caberiam numa saudade? Muito se foi antes de me dizer o quanto. Não só de amores, mas muito mais de mim. Emoções enclausuradas que agora atravessam o tempo. E o tempo me levando, dono da pergunta que não traz resposta.
Hertinha Fischer
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