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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 14 de julho de 2024

E o tempo esqueceu

 A doce criancice

que de muito doce
se lambuzava
Não conhecia doce
e era doce que não faltava
Pés de feiões enfeitavam
a margem da terra da rua
Cresciam bem a noitinha
ao som da seresta da lua
Faróis acesos de quando
carros por ali passavam
alumiavam a passagem
da palhoça que desvendavam
De olhinhos abertos e vivos
No terreiro abaixo brincavam
A correr pela passagem estreita
onde vagalumes cercavam
A terra da rua a brincar
em poeiras se transformavam
Hoje a estradinha está triste,
a terra ressequida também,
Derrubaram a palhoça, e
as crianças se foram também.

Hertinha Fischer.

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