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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Confrontando nós

 Não estou aqui para ser admirada nem lida.

Sou como uma esteirinha jogada na praia.
Cheias de nós atados, de juncos partidos,
de tranças invertidas.
Areia e águas da maré me alargam a ignorância
fazem minha alma de esteira embalar.
Sou como milhares delas, surrada.
Não sou completa, ainda falta trança.
É o que já envelheceu de tanto abraçar,
ou ser abraçada pelo tempo.
Me esgueiro por entre conchas,
destilo cheiro de maré.
Solitária, nas vezes que o sol se põe,
quando me afasto demais da orla
Há um mundo de mar que não posso
cortejar.
Uma imensidão de nãos em meu olhar.

Hertinha Fischer.

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