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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 23 de julho de 2024

Cumplicidade do luar

 O sabor da tarde, tinha cheiro de mel

O mundo tornou-se uma colmeia.
Ouvia-se o zumbido das flores,
que se inclinavam, para adormecer,
enquanto a lua, fazia, timidamente,
uma seresta nas frestas das janelas
abertas.
Um lampejo alaranjado circundava
o rio, onde os peixes dançavam
Árvores se ajoelhavam em preces,
nas trilhazinhas abarrotadas
de folhas mortas
O imenso universo cantava a marchinha
do lusco-fusco que se precipitava na noite
Ondas de arrepios celebravam os amantes
que estavam sentados nos alpendres da paixão,
Era dia da lua. Cheia de cumplicidade, botando
o cansaço para correr, trazendo de volta,
a vontade de estender o dia, não deixando
que a escuridão encobrisse mais uma decisão de amar.

Hertinha Fischer.

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