Ah, eu já me perdi bastante, me critiquei, me descabelei pedindo amor.
Agora quero voltar a minhas origens, não quero mais brincar de tirar pó dos meus acúmulos.
Cansei de ser prisioneira na gaiola de tantos sonhos, de tantos recalques, de tantas misérias.
Este mundo não me representa, então, não devo com ele afiliar-me.
Meu tempo representa muitas duvidas, e da dúvida eu quero fugir.
Brigar com homens, é o mesmo que tentar me safar de uma presa, que, com dentes afiados, procura cortar a minha veia artéria, para que sangre até morrer. Não! não poso deixar que isto aconteça. Antes, eu preciso ter cuidado. E o melhor cuidado, e destes me afastar.
Já dizia o Meu Cristo: - "Pobre do homem que confia no homem!"
E é assim mesmo que me sinto, cada vez mais pobre e mais inútil.
Não posso sair do mundo, mas, posso me livrar dele, posso estar aqui, não estando, posso me fingir de morta, assim, o predador irá se afastar, pensando que já morri.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
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Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
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