A menina tinha sede de viver,
no entanto, não sabia por onde começar.
Brincava com suas bonecas de plastico como
se adulta o fosse.
E embalada em sonho praticava sem saber.
Aqueles momentos sublimes, quando fazia
sem pensar, era para ela, a gloria do crescer.
Felicidade era estar ali, conversando com o
imaginário, tudo conforme se queria,
nada a temer.
Conforme o tempo foi passando, isto
já não á preenchia.
Passou a fazer de fato, e com isto
aprendeu, então, a sofrer.
Quando fazia de brincadeira, não era uma obrigação.
agora, fazendo, de fato, se tornou aflição.
O que antes, nada lhe exigia, agora, lhe reprimia,
o que era de brincadeira, passou a ser profissão.
E quando conheceu o amor, tudo o que ela desejava
era ser feliz, mas, passou a ser um peso aquela questão.
Por um lado, se satisfazia, mas em outra, lhe pesava o coração.
Entendeu que crescer não era bom.
Desejou voltar no tempo, e entendeu que não podia,
pois o tempo não retrocede, nem é de grande valia.
É seguir conforme ele determina, sem dó, nem piedade,
ele se inicia, até que se termine o dia.
Ansiosa demais pela idade, desejou que logo passasse,
não via a hora que se casasse.
Encontrou, então um bom moço,
e logo se apaixonou,
e não demorou muito tempo, ela
engravidou,
E se viu um tanto perdida quando
a criança chorou.
Não é mais aquela boneca
jogada no quintal, agora a coisa
é seria, e isto lhe deixou mal.
O que que eu faço agora, falava com seu avental,
de pingos a gotas, agora tinha um temporal.
Cuidar de si era fácil, sem precisar trabalhar,
agora, era ela, ele e mais um para cuidar,
Não havia muito tempo nem para poder amar.
Tudo era afazeres, nada de prazeres, só casa,
mamadeira. e canseira.
Herta Fischer
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Eco do fim
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