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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A videira e seus frutos

È...
As vezes, o que quero mesmo dizer, eu não digo,
para que não me considere louca aqueles que insistem
em esperar em vão.
De que vale passar a vida inteira esperando por um
amor digno de nosso mais íntimo desejo?
De que vale pleitear riquezas, tirando até o anel
do dedo alheio só para mostrar que  se tem, se não
sabe nem se existirá um amanhã, nem quando
seus dedos serão arrancados do seu dia?
O mais sábio não poderá escrever no coração alheio, o seu saber.
Nem fazer, com que, os supostos ateus, olhem para a simplicidade de
Deus e o aceite como verdadeiro.
Porque até mesmo os deuses são a vaidade dos homens, Não o
aceitam porque é, aceitam-no para obter vantagens; seja para uma boa colheita,
seja para se safar de calamidades.
Para aceitar um Deus, é preciso apenas aceitar, sem definir ou esperar,
Não é preciso lhe construir um altar, nem dizer: Deus está aqui, nem esperar
que outros entendam a sua fé, e acabem agindo igual.
O madeiro, ou serve para o fogo, ou para qualquer outra obra qualquer, assim
também somos nós, cada um em seu lugar, fazendo o que todos fazem..viver.
Como uma andorinha faz seu ninho no verão, Assim também os homens constroem
no tempo da juventude, para depois, quando o inverno chegar, e junto com ele,
a velhice, não fiquem tão
desamparados e só.
Haveria muito mais comunhão entre os homens se eles concordassem em alguma coisa, e
que, juntos, se elevassem na espiritualidade que apenas se aceitam, e aceitem também a ordem
natural do próprio Deus a quem dizem amar.
Ninguém pode mover um dedo para contradizer uma ordem maior. E o comandante dá as ordens, sem ser preciso que seus executores repassem um ao outro, porque se fosse assim, quando a ordem chegar ao último, já estará deturpada, e não será mais a mesma.
Eu defendo o meu território e outros defendem  a sua, cada um a sua maneira, mas, no fundo, somos todos iguais no medo.
Temos mania de querer ser maior que o outro, queremos, porque queremos, nos igualar a Deus, fazendo com que outros nos vejam como super-heróis. Aquele que faz mais que os outros: - levo você a Deus!
Quem somos nós?  frutos da mesma videira, colhidos na mesma época pelo agricultor, mas, nem todos se salvam, alguns hão de apodrecer ainda mo cacho. Porém, o que se salva leva a mensagem também do que se foi, pois igualmente são...
Esta é a resposta: O criador é criador. Cabe a ele, exclusivamente, cuidar de sua criação, e a criação
esperta, confia e espera, não só o bem para ele, mas para, tantos, quantos, o criador quiser.

Herta Fischer











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