Lá vou eu, mais uma vez.
lançar-me no dia como flecha.
Hoje me deparei com mais um vicio,
reclamar de tudo.
E dei uma gargalhada estridente, ao chegar a
conclusão, de que, de nada adianta espernear,
fazer cara feia, e achar que, reclamando,
a gente consegue o melhor.
Falei muito em velhice nos últimos dias,
cansei as teclas da memória para lançar
meus rancores. E só consegui
ficar mal.
Faço criticas e nem sei bem o que estou dizendo,
Dou conselhos, e não sei bem como me dirigir.
Não quero mais me sentir culpada por tudo, quero silêncio
em minha alma. Quero colher o que a vida plantou
em meu quintal, e comer com alegria cada porção.
Raramente olho pela janela e vejo flores, só muros a
nos espreitar,
Tudo fechado e atarracado em cimento. E o que ganhamos?
Solidão!
Dentro dos muros também pode haver sol, ele sempre da um jeitinho
de sondar as brechas, e entrar.
Porque somos tão duros, com os outros, e com a gente, como se
pudéssemos escrever a historia de vida que vive na imaginação?
Não, não é assim que acontece.
A terra nunca se intrometeu no crescimento das flores, nem se incomodou
com o frio, o com o verão. com o vento, ela apenas se deixa acontecer, e se regala
na surpresa da vida.
Nos acostumamos com a realidade, e dela queremos fugir. Não se foge
de um tiro certeiro.
Sonhar é bom, eu sei. Mas, ter os pés no chão é melhor ainda. Há menos sofrimentos
na aceitação.
A hora seguinte esquece da hora passada, e o relógio segue feliz marcando no compasso,
Assim é viver. É estar preparado para o que vier. É seguir como quem já viu de tudo,
é aceitar as coisas como elas são..sem ficar demasiadamente surpreso com a mudança
de estação.
Tudo neste mundo se faz necessário até que tudo termine num dia qualquer, quando, nem
mais inverno, nem mais verão, só a solidão do nada.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
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