São incontáveis as vezes em que me peguei pensando na servidão.
Na solidão da escolha mal feita, nos acasos que são muitos,
e nas leis fracas dos homens.
No juramento sobre coação, um juramento diante de um homem,
sem sabermos ao certo, se somos capazes de cumprir.
Como já dizia Raul Seixas:
"-Quando jurei meu amor eu trai a mim mesmo".
E um padre nos obriga a confirmar, e nos coloca numa prisão perpétua, sobre um juramento sem vivencia.
Depois, então, como desfazer uma aliança, feita com o coração?
Como honrar uma promessa feita ao acaso, na pequena fé de um momento?
Não fazemos promessa para outros, o fazemos á nós mesmos.
Então, quando não cumprimos a promessa feita, não estamos sendo infiel ao outro, mas á nossa própria fé.
Quando Moisés deu carta de divórcio, ele pensava na possibilidade de um casamento não dar certo, de desonra a promessa feita. Pois muitas vezes, uma fagulha de incompreensão gera um fogaréu de violências.
Quando um descumpre a promessa, o outro sofre.
Qual passarinho, que estando preso a uma gaiola, não pense em fugir.
Amor é liberdade.
Onde há amor sincero, não se tem por que se preocupar.
O amor não pode ser só corpo, tem que ser espírito.
Porque nas tempestades o corpo não aguenta, é a fé que nos faz invencíveis.
Nem sempre trocar de parceiro é a solução, as vezes é trocar seis por meia duzia. Só nos casos de violência e desonra que o divorcio é a solução.
Uma família bem estruturada tem filhos saudáveis, e a sociedade agradece!
Herta Fischer.
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Eco do fim
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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