Mais uma vez estou aqui. Como se tivesse uma caneta na mão, escrevo.
Sinto uma gigantesca onda de melancolia, esperando por respostas que não chegam.
Como explicar este universo imenso. Muito se imagina, mas, sabe-se tão pouco.
O mesmo posso falar de mim. O que realmente sinto, fica entalado na garganta.
Com um nó feito por marinheiro, espreito em ambas as mãos, na calada da noite,
eu só vejo ilusão.
Tento me desfazer dessa onda que me invade, mas o que consigo
é afogar-me ainda mais.
Quem somos nós?
Fumaça sambando ao sabor do vento, ou algo mais concreto?
Andamos e não conseguimos sair do lugar.
Amamos, mas muitas vezes só de língua,
ao menor sinal de perigo, só nos servimos da ira.
Quem realmente é nosso Deus?
Aquele que coroamos na gloria da nossa renúncia,
ou aquele que satisfaz os desejos?
De que somos feitos?
Da carne que envelhece, ou do espírito que permanece?
E se permanece, para onde nos leva?
E se nos leva, para onde vamos?
São tantos mistérios, e os homens ao tentarem entender, deixam-nos mais confusos.
Como Salomão em toda a sua pompa, e com grande sabedoria nos diz:-
De que vale ter entendimento, se nada podemos mudar?
O melhor mesmo é seguir a vida, colhendo o que ela nos dá.
Ser feliz com essa porção, cada um sabe de si.
Amanhã, tudo cai no esquecimento, com exceção do que foi feito para ficar.
Herta Fischer.
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Eco do fim
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terça-feira, 5 de novembro de 2013
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