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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fonte que seca

Não me sinto mais tão á vontade.
Me pesa demais essa dor,
de viver tão dividido, sem carinho e sem amor.
Abrir a boca é só amargura,
ouvir, me cansa mais,
e no descaso dos outros,
são arrancados os meus ais.
Me dou,  fico ainda em divida,
Se me levanto,
ainda fico estendida,
como o salto duma enguia.
Como folhas a farfalhar com o beijo do vento,
no tempo do contra-tempo,
dançarei sobre o lamento,
de não mais ser dona do meu tempo.
Secaram -se os mananciais,
enrugaram-se os lamaçais, e os seres que lá se refrescaram
estão enterrados nas fendas do esquecimento.
Não há mais moedor, não há mais merecedor,
só dor do desconforto.
Só um vivo no meio do todo morto.
Herta Fischer.








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