A madre se abriu, e com ela veio a canção dos justos.
Aleluia! Estamos caminhando juntos sobre poeiras,
mas, ainda assim, olhos se abrem, corações fazem sentido.
Onde há pedras, também nascem as flores,
talvez, um pouco desengonçadas, frágeis,
mas, com muita vontade de fazer parte.
Sejamos então, um ponhado de terra
que sobre ela se estende,
sejamos a sombra, sobre a tempestiva onda de calor que queima.
Sejamos a alegria que contagia,
sejamos a compreensão que alivia.
Sejamos o desejo realizado de cada um.
Todos precisamos da alegria, da canção mais comovente,
aquela que fala de amor. Não só da que fala, mas, da que transmite.
Que no limiar do dia, possamos ser e estar vivos,
como a aliança completa entre a lua e o sol,
que caminham na necessidade do dia e da noite,
não pode haver trevas onde há abundância de luz.
Não pode haver compreensão na metade de um caminho,
só quando ele se completa poderemos decifrá-lo e entendê-lo,
ao contar pela manhã, cada gota de orvalho que a noite
tão graciosa doou a cada plantinha que não se importando com a escuridão
esperou nela.
Dormiu na expectativa do sol, mas, antes que ele nascesse,
ela, a lua, cuidou para que dormissem em paz.
A noite também trabalha, onde ninguém consegue ver,
para que o mundo dos vivos não
se confundam com ao mundo dos mortos.
O que esta morto, está em decomposição para
voltar a natureza em sua forma original.
Enquanto, aqueles que ainda vivem, recebem alimentos
para que componham a canção
da continuidade da vida em expansão...
Herta Fischer.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
terça-feira, 19 de novembro de 2013
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