quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Noites pensantes

Noite pensante
Quando olhos não fecham,
só para abarrotar o silencio
com lamento.
sois musica suave, num
canto desconhecido,
onde a saudade mora
e desperta em noite
de luar, quando lá fora
abre-se a garganta de orgia,
aqui dentro chove com
relâmpagos de sonhar
Com o dia que virá para
aplacar essa doideira de
escuridão e preencherá
nos acordes do sol
a despertar.
Noite, de onde vens?
E onde se acaba?
Perturba-me tanto
sua fala, quando em trovões
me informa que tem vida.
E a tua chuva anda pela
terra a despertar 

tanta ilusão. Enquanto
as flores cochilam e de
ti recebe o despertar
pela manhã com um
caloroso beijo molhado,
Então se vai, e ninguém
te acha mais, até que,
volte quando queres
para encher a terra
com novas chances
de descansar.
Herta Fischer