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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 21 de abril de 2024

Lá onde aconteceu

 Busquei em vão o que não achei,

a maquina do tempo não funciona.
Leva-me na alça de seu estalo
Já foi, foi mesmo.

Em que sala se entrega, sem casa e sem portas
Caminhando
sobre ruas tortas.

Nesse vazio que me engole num
estar sem servir
Sirvo-me das fontes inúteis
que nem sede mata.

Viajei sem rumo
Numa terra de ninguém
Sem destino, cheguei e
me encostei a lugar nenhum

Se tive, já perdi
Se perdi, nem constatei
a dor que na perda tive
se foi quando perdoei

Não sei o que sofre dentro,
mas, fora, já constatei
os rumos que o corpo toma, na
desesperança que já provei

Na fuga do homem velho,
que os anos já constataram
Das coisas que construíram
e de nada adiantaram

Acaba-se este ou aquele
Finda-se também a memória
Em cima do que escreve
se escreverá nova história

Hertinha Fischer.

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