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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 17 de março de 2024

Ambíguo existir

 Na constância desses meus dias,

passos e mais passos não contados. Muitos.
Sem freios em meus devaneios. Esporeio.
Fui meio que trôpega, sem meta,
Medo e dúvidas me acompanhavam
Ainda não me sustento em certezas,
as delicadas horas me fazem, uma a uma.
Tinha aconchego quando criança, adulta,
tenho que ser.
Talvez morra sem sentir-me segura.
Só consigo ouvir minha humanidade,
a humanidade dos outros são mudas
Acho que a humanidade dos outros
me constrange, por que não sei
se são tão inseguras quanto a minha.
Meus olhos de criança viu coisas que, agora, não vejo
Sentia diferente, e ouvia o que não mais ouvi.
Adulta, já esqueci.
Se voltasse no tempo, na última hora e
encontrasse novamente com
aquela criança que fui, talvez eu entenderia
um pouco mais de mim.
Hertinha Fischer.

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