A vida está nua
a andar pela rua
olhos ávidos
a lhe desejar
Coisa pouca, coisa
boa, quanto muto
a nos proporcionar.
quase sempre, quase nunca
satisfaz o nosso olhar.
Na muita fome e comilança
nunca ha de sustentar,
Chora agora, quase sempre,
e não cansa de esperar,
que ela vença o tempo e a hora
que esta sempre a desperdiçar
Veste a roupa, minha amada,
cospe fora o desanimar
a doença e a cura na espreita
a falar, desce a rampa e descampa
essa sede de continuar.
Herta fischer
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Entre buracos
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terça-feira, 30 de outubro de 2018
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