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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Vaidade das palavras

Temo ter sido tudo em vão:
as minhas tristezas, o desalento que muitas vezes
me fez chorar.
A perda ou perdas que sofri no decorrer da vida,
que a lágrima e sofrimento não trouxeram ninguém de volta.
Até mesmo a saudade que de vez em quando bate,
 trazendo a imagem de um rosto quase apagado,
de alguém que marcou a minha vida, não me basta.
Hoje eu tenho algumas pessoas queridas
a passear comigo, outras tantas, ainda
encontrarei pelo  caminho, mas o tempo,
só o tempo dirá o que ocorrerá no final,
Se sou eu a deixar saudades, ou deixarão saudades em mim.
A partir dai eu penso: Verdadeiro mesmo foi
o sábio que nos convidava a refletir sobre
a vaidade da vida.
Eclesiastes 1

Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.

Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidades de vaidades, tudo é vaidade.
-
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
  Nasce o sol e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.

O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
Chove, seca, seca e chove, e novamente se põe a chover.
Nós não nos cansamos de viver, de ter que recomeçar todos os dias, na
mesma ladainha de ter que comer,. chovendo esperança durante o dia e a noite
ficamos quietinhos a economizar energia para novamente no dia seguinte, trabalhar
por mais.
E se passa assim, como uma novela que vai terminar.
Num fazer e refazer constante, num lembrar e esquecer - um eterno
martírio de nada saber.
E ainda continuamos, esperando e esperando, sem se dar conta de que:
de nada adianta esperar...

Herta Fischer



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