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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Indomada

Não sou de ir ao cinema ou ao teatro, não gosto de seguir gostos alheios. Continuo fiel aos ideais que procuro. Não vejo o mundo como algo gratificante quando posso comprar algo de que não preciso, só pelo prazer de comprar. Talvez eu seja uma raridade, feita para não ser como os demais. Vivo como um cavalo indomado, longe da estupidez humana que precisa de rédeas para saber para onde ir. Eu sei bem para onde vou, no trote, mais que no galope, entre corridas desenfreadas por nada. Nunca fui uma boa competidora, nunca quis ser mais que ninguém ou ter coisas só para demonstrar poder.

Faço o que todo mundo faz porque vivo em sociedade, que precisa de regras para viver e fazer o certo. Conheço meu lugar, sei das minhas obrigações, sei o que quero, e o que quero é apenas viver. Mesmo que não seja do meu jeito, aceito o que vem, e se não aceito, sigo em frente. Construí meu cantinho: nem perfeito, nem bonito, mas sereno e confortável, não pelo que tem, mas pelo que sinto estando nele. Nunca fui de invejar histórias alheias, embora goste de ler; me satisfaço comigo mesma, sem pretender copiar ninguém.

Olho para os outros com amor, mesmo que sejam desconhecidos. Gosto de observar, de compreender sem palavras, só pelo que se reflete na face, sabendo que dentro de cada um habitam sonhos. Estou por aí, quase sempre, caminhando por quantos caminhos forem necessários, sem cultuar desejos ou me consumir em pretensões. Se tenho, me satisfaço; se não tenho, não me entristeço. Já cresci o bastante para perceber que reclamar não muda nada, então, por que sofrer?
Herta Fischer




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