Sandrinha tem rodinhas nos pés, roda o dia inteiro sobre o canteiro de chuchu. Desce a alameda escura entre galhos de ternura, celebrando com a sola de seus pés. Coloca o balde na biquinha, colhe a água que nasce sem cessar no sopé do morro. Espalha sua mágica como chuva de verão, enquanto o balde inclina suavemente no sonho da menina que quer ver a planta crescer. Sobe e desce, rodopia entre cacos de carvão. A água que o balde acolhe, a bica que promete, mas os pés de Sandrinha realizam o maior milagre: levar de graça a vida que o galho deseja.
Herta Fischer
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A dose certa
Enquanto o dia começava a trazer a luz do sol mais perto, as rosas dançavam, espalhando suas pétalas adormecidas pelo chão. O céu, de um azu...
domingo, 28 de janeiro de 2018
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