Joaninha se pôs em pé, ajeitando as pregas de seu vestidinho vermelho.
Olhou para as suas asas um tanto amassadas por dentro e num
suspiro sofrido, ajustou-á para o voo.
A manhã se ia como quem já fez de tudo, e o sol melindroso
e poético enchia o ar
de fé.
As lagartas se desprendiam dos galhos mais altos para não
sofrerem como as folhas que já murchavam, fechando
em defesa própria.
E os pulgões, seu desejo preferido, estavam quase secos
pela falta de nutrição.
Ela olhou de relance para um e para outro, nem
dava para identificá-los, tamanho era o calor.
Mas a sua fome não lhe dava tréguas, estava a insistir pelos pulgões.
Pensou em voltar mais tarde, lá pelas seis, quando o sol
desmaiasse no horizonte, quem sabe,sua sorte lhe sorriria.
Estava tão acostumada aquela região, que nem pensaria em ir mais longe,
mas, naquele momento a fome estava tão perto e a tarde
parecia estar tão longe.
Então, abriu as asas e num relapso de questionamento, chegou a conclusão
de que valeria a pena. Afinal, mudanças, as vezes, se tornam tão
mais necessárias que a prudência.
Sobrevoou por muitos Quilômetros, entre árvores e arbustos, de vez em
quando, pousava em uma folha qualquer.
Assim é uma Joaninha em seu altar.
Hertinha Fischer
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
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