Eu queria poder dizer que está tudo bem, tudo maravilhoso, mas teria que mentir para mim mesma. Existe uma grande barreira entre nós e o bem-estar. Seria ótimo se a saúde do corpo fosse nossa única preocupação, mas há também os limites da alma, que anseia por libertação de toda essa controvérsia que nos alimenta como humanos. A ilusão de que podemos ser completamente felizes quase sempre nos deixa afogados em frustrações. Querer mudar ou querer mudanças nos lança num poço profundo, quase sem luz. O mundo não muda; é sempre ele quem dita as regras. Tudo gira em torno do poder, moeda tão ou mais valiosa que o dinheiro. Meu espírito deseja liberdade e justiça, mas elas nunca realmente se aproximam de nós. Contra nós, range o revólver e a chama ardente do projétil; não há para onde fugir, os cavaleiros nos alcançam e ferem. De longe, sentimos o cheiro da decadência, da qual nunca estamos livres. Ela vem como um gavião sobre a presa, com garras de ferro que prendem a alma e, sem misericórdia, nos devoram. Muitas vezes nos calamos, e o silêncio volta, pois a praga nos crava os dentes no céu da boca, e a língua se desfaz por não ter a quem gritar. Somos nada diante da presa quase chamada morte, nesse veneno poderoso chamado sorte. Os anos dos poderosos são coroados, enquanto os mais pobres comem capim nas campinas e choram por seus filhos mortos. Estamos à mercê de tudo, vendo de longe os corruptos contarem bilhões, enquanto o povo conta centavos. Não consigo aceitar isso, me revolto a ponto de querer sair do mundo. Mas e daí? Vai melhorar? Com ou sem minha presença, a sorte sempre sorrirá aos gananciosos, e a pobreza continuará acompanhando os que seguem honestamente.
Herta Fischer (hertinha)
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A dose certa
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
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