Escrevo, porque escrevo. Sei lá!
As vezes é tão doído lembrar
e tão doido guardar
lembranças.
Nessas minhas andanças
dentro de minhas lembranças,
eu me encontro vazia, sem
nenhum critério para escrever,
apensa uso palavras que me chegam
sem perceber.
É um método de extravasar
o que dói aqui dentro, e talvez,
também de um prazer esquecido.
Tenho memórias entravadas
na massa cinzenta, que, as vezes,
perdem seu próprio sentido.
Se eu não deitá-las em palavras
a cabeça dói, se eu não puder
dar vida a elas, são elas que
me destrói.
Assim, como um cavalo alado,
que já não pode voar, assim sou
eu, senão puder escolher, entre
escrever ou me calar.
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
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