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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Depois de mim

Que triste sina a minha,
a olhar pelo buraco da porta,
enquanto todos sorriem.
A todos foi permitido sonhar,
a mim, só realizar,
Não tive tempo de sentir prazer,
pois tinha pressa de me construir.
Hoje, vejo pessoas jogando a
vida fora por não compreender
bem o seu lugar,
querem se construir a sombra
dos outros, e ficam sem o sol.
Sou pequena em minhas súplicas,
mas grande em minha fé.
Mesmo não sendo nada
acredito ser grande, o poder
que me abastece não são
desejos nem sonhos, mas realização
no depois de tudo.
Me realizo na promessa de vida eterna,
não aquela que perece e morre, mas,
naquela que subsiste
apesar de tudo, depois de mim.
Hertinha

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