Se me perguntassem a alguns anos atrás: Quem seria eu?
Sinceramente! eu não saberia responder..Daria
conta de mim, falando de algumas características, mas,
em relação a quem eu era.. difícil dizer.
Hoje, depois de ver tantas nuvens passarem pelo céu,
eu me atreveria a fazer uma análise sobre meu eu.
Quem sou?
Eu diria que,:posso ser alguma coisa para alguns, e
nada para outros, e menos ainda para outros.
No dia eu existo, ou talvez não! sou passagem, sou
espaço, sou tempo.
Sou os gostos que meu paladar aprecia, sou
o cheiro que gosto de cheirar, sou, talvez,
preciosa a quem me ama.
Sou pequenos pontos atravessando o deserto,
procurando pelo horizonte, sem jamais encontrá-lo.
Só rastros de passageiro deixo para trás, conforme
sigo adiante, porém, se quero voltar, não encontro
mais caminho.
Talvez, a memoria ainda guarde certos passos apagados,
quase sumidos, anuviados no imenso segredo do
trilho do tempo que corre.
Estou submersa na treva, entre a nebulosa corrente
e uma força algoz, aquilo que arrasta os meus desejos
infantis, é a mesma força que, pressuponho, me domina
e me segura.
Talvez, eu seja, apenas um sonho, sonhado na madrugada,
prazeroso no momento mais sublime, mas que, ao
acordar, já foi totalmente esquecido. Ou então, uma
pequena gaivota parada, guardando suas energias,
para dar o bote certeiro a algum peixe que
passa desavisado na margem.
Sou pederneira esperançosa para fazer faíscas,
espero pelo fogo que nunca se acende. Sei que posso, mas
sou dependente de alguém.
Estou no meio, mas não faço parte de nada, sou tudo
de tudo um pouco, e no pouco me desfaço!
Se me prendem, viro laço, se me soltam, fico escasso, e tão
logo passo!
(hertinha)
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A dose certa
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terça-feira, 18 de agosto de 2015
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