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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 15 de agosto de 2015

Felicidade completa

Tive que viver mais de meio século para entender que Deus é essencial para mim. Quantas vezes neguei essa bênção, não por vontade própria, mas por aceitar as ignorâncias dos outros. Fazia de uma fita ou de um santinho qualquer a minha lição de casa, mas isso nunca me satisfazia. Tudo estava à deriva, e meus olhos estavam fechados para a verdade. Dizem que cada um tem sua versão dos fatos, sua maneira de ver e até suas próprias verdades, mas acredito que, se houvessem muitas verdades, não existiriam mentiras.

Foi então que, ao acreditar em um Deus vivo e verdadeiro — porque só quem vive pode estar presente, e só o que é verdadeiro pode existir —, encontrei o caminho certo. Coloquei-me na condição de pedinte e de quem precisa, e assim achei o melhor lugar para estar. A escuridão pode facilmente nos levar a crer em qualquer coisa, pois todos os ruídos nos assustam, e até o farfalhar das folhas parece de outro mundo. Vivia cercada de medo; como mãe e esposa, ficava apreensiva com a violência ao ponto de não conseguir dormir. Temia a morte, as circunstâncias, as doenças, o escuro, o futuro... tinha medo de tudo.

Quando o dia clareou, a luz se tornou plena e Cristo se revelou para mim, compreendi a ilusão do medo, que gera descrença e nos leva à escuridão dos vícios mundanos, causando muitos danos. Essa luz me mostrou o caminho da paz, que não se encontra nas coisas, não se compra com dinheiro e não se conquista no mundo, mas é construída dentro de nós na forma de uma fé visível. É como ver anjos subindo e descendo em uma tarefa divina, nos fortalecendo e nos tirando deste mundo onde o mal reina.

Estou no mundo, mas não sou dele; mesmo participando de alguma forma, é como se não participasse. Existo, mas é como se não existisse, pois meu espírito está em outro lugar.
(hertinha)

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