As rosas cantam para o vento sul,
uma cantiga de lamentos.
Quero chuva, quero chuva,
está seca minha garganta, e assim
minhas pétalas morrem antes do nascer do sol.
Mude sua direção, vento sul,
vá para o norte, e de lá sopre seu fôlego a toda,
para que venha a cair em minha casa,
tuas gotas de amor.
Fecho minhas amídalas para que
minha alma descanse enquanto o sol castiga,
mas no refrigério da tarde, queria poder contar
contigo, meu vento amado, a me trazer
chuva, para que a terra sedenta não
me deixe passar sede. Dela vem minha
porção de vida.
Somos rosas tão formosas, somos delicadas
demais, sem água podemos morrer ainda em tenra idade,
antes mesmo de nos transformarmos em botões.
Se não trouxer chuva, nunca mais sentirá nenhum perfume,
a não ser de folhas podres, pois tudo morre,
se for só vento sul. Por favor...Vá para o norte!
Herta Fischer.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
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