Bem, para variar, estou novamente aqui!
Na ilusão de quem é...
Todos são melhores que eu, só eu não vejo. Ou, se vejo, nem ligo.
Casca de banana só serve para nos derrubar, e
a minha vida mais parece uma casca de banana.
Tudo passou tão repentinamente, que nem me lembro mais
de quando a ilusão cessou, ou de quando a minha alma
se esgotou de tanto esperar.
Colhi os frutos ainda verdes, e frutos verdes apodrecem
antes de amadurecer. E seu destino? Ah! o seu destino
é morte precoce.
Morrer ainda viva é uma verdadeira obra, pois ao morrer
quando realmente está morta, não se tem lembrança de nada,
mas, ao morrer quando ainda se está viva é um caos.
Tudo nos dá uma sensação de não prazer, de não amar, de não comer,
de não continuar.
Os pés estão calejados, feridos e mutilados, e ainda há uma longa estrada pela frente.
E o que se espera, e o que realmente se vê? Só a necessidade de seguir, quando
há só uma vontade de não mais acordar.
O dia se torna uma armadilha e a noite uma incógnita, e a esperança se finda na
escuridão que não nos dá trégua.
Quem sabe, ao acordar amanhã, um lapso de esperança se abra com o sorriso do sol?
Como eu gostaria de acreditar, que,se renovassem a pele, e o tempo desse
marcha a ré, e todos os perdidos fossem achados, e eu pudesse ser como todos,
sem essa sensação estranha, de que não sou nada, pudesse me revelar o contrario, quem sabe!
Quem sabe, se eu fosse outra?
Quem sabe se eu fosse realmente aceita como realmente sou?
Quem sabe se ouvissem esses meus gritos, onde clamo pela misericórdia de
um pouco de poder, de um pouco de...aceitação.
Herta Fischer.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
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