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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sigo as cegas

Olho, mas raramente vejo,
tudo passa a distancia,
e eu nessa ânsia,
ao perceber, já passei,
Não navego, boleio,
não trafego, me arrasto,
e sem querer sou curetado,
como estilingue e seu elástico.
Um pouco pra viver,
outro pouco pra morrer,
vou criando meu espaço.
Mesmo sem querer vou as cegas,
escalando os mais altos muros,
como curiango em seu passeio,
caçando no escuro.
E quando tudo passar,
a luz me fará ver,
que tive tudo nas mãos,
mas, sem ver e sem sentir,
botei tudo a perder.
Herta Fischer.




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