Desculpe-me! Hoje estou de férias.
Longe estou das regras, das leis, dos domínios.
Quero ser eu mesma, para poder me compreender melhor,
Me compreendendo, talvez, eu te entenda.
Fazemos jus a natureza, não somos mais, nem menos,
apenas um punhado de querer.
Uma nuvem de fumaça que ao sabor do vento vai se dissipando,
E que, se não tivermos um certo cuidado, arrastamos
outros em nossas neuroses.
Colocamos a vida em último plano, o que nos importa são os acúmulos,
só nos satisfazemos quando adquirimos ou desejamos continuar desejando.
Mesmo com o copo cheio, queremos mais, até transbordar e molhar o chão.
E o nosso coração não se cansa de cobrar.
Todas as palavras que nos vem a boca, antes passa pelo coração,
mesmo quando falamos dos outros.
Se o sentimento é ruim, as palavras ferem,
se boas, as palavras edificam.
Mas, infelizmente, na ânsia dos desejos de sermos santos aos olhos alheios, muitas vezes somos cruéis ao julgar os outros.
Ansiosos demais em nos precavermos, em nos guiarmos por nós mesmos, achamos que nos cabe o salario de juiz, de carrasco e ditador.
Ah! Se as pessoas se compreendessem, se realmente procurassem pelo seu melhor. Provavelmente encontrariam mais compreensão em tudo, por certo, o amor fluiria como um manancial, e tantos encontrados com a garganta seca, encontrariam o refrigério de águas calmas e límpidas que os fariam conhecer o verdadeiro prazer de viver.
Por isto, hoje, entrei de férias do mundo, quero ficar longe de tudo, para poder ficar no som de mim mesma, ante o desprazer de fazer parte dos que julgam sem razão....
Herta Fischer.
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Eco do fim
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
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