Havia certo homem rico, que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e que todos os dias se regalava esplendidamente.
Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia a porta daquele.
e desejava alimentar-se das migalhas que caiam da mesa do rico; até os cães vinham lamber-lhes as úlceras.
Aconteceu de morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o sei de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio,
então, clamando disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! e manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém,Abraão: Filho, lembra de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente os males, agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.
E além de tudo, esta posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.
Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes a minha casa paterna,
porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho a fim de não virem também para este lugar de tormento.
Respondeu Abraão: Eles tem Moisés e os profetas; Ouçam-nos.
Mas, ele insistiu: Não , Pai Abraão, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.
Abraão, porém lhes respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.
Lucas 17
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Eco da alma
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
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