Muitas vezes encontramos pessoas presas em seu próprio mundo, carregadas de ilusões, buscando a felicidade sem querer lutar por ela. Colocam sua confiança na própria fraqueza, acreditando agir por amor, mas alienadas em pensamentos fúteis, tentando ser notadas não por atos nobres, e sim pela aparência. Criam problemas para depois buscar soluções milagrosas na mentira dos homens. Não confiam na honestidade, no avanço do bem ou no que é certo, vivem como se fossem donos de tudo, como se a felicidade estivesse nos outros. Escondem-se da verdade, pois ela exige renúncia, algo que ninguém quer. Agem como se os outros não existissem, como se tudo fosse sobre seus desejos; querem conquistas, mas não se permitem ser conquistadas. Criam filhos como foram criados, frágeis como bibelôs intocáveis, que, longe do sol, crescem sem força para lutar. Reclamar da vida não adianta quando não se busca equilíbrio com a própria natureza. Envelhecer e morrer é destino de todos, então não viva como se fosse eterno. Não entregue sua vida a ninguém; seja fiel ao propósito que recebeu, não procure longe o que está perto, nem soluções para o que não tem solução. O desejo excessivo leva o homem à ruína. Trabalhar e receber salário é cumprir obrigações: dê a César o que é de César e faça seu dever. Pague o que deve, não se venda nem se deixe comprar, pois o ser não tem preço e a vida não se negocia. Tudo o que se constrói aqui um dia será de outro, e o corpo voltará ao pó; por isso, toda vaidade é inútil.
Autora: Herta Fischer.
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Eco da alma
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
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