Sou da roça, nasci da semente
Alimentei a mente com brotos e folhas.
Sentei na calçada de terra e juncos,
Tracei lombadas com mãos suadas e bolhas.
Corri pelas estradas cercadas de céu,
E com meu olhar, esculpi meu cinzel.
Sou franca e rude, como as pedras do rio,
Que nunca se cansa de deslizar.
Sou um sonho da roça, que à noite descansa,
Na terra bruta, encontra sua dança.
Com cheiro nos olhos e paladar no ouvido,
O melhor do sertão tenho vivido.
O olhar da manhã é sempre gentil,
E ao cair da tarde busca seu perfil.
A noite ardente, cheia de paixão,
Abraça o horizonte com devoção.
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