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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Cantar do silêncio

Queria cantar o silêncio,  
nas letras que a calma traduz.  
Como dedilhar a meditação,  
em cordas vocais de luz.  

De olhos fechados enxergar,  
a noite com lábios pintados.  
Anéis de Saturno nos dedos,  
e violões nos confins tocados.  

O ar soprando sua flauta,  
em movimentos sutis.  
A dança dos ventos polares,  
no salão do clima gris.  

Sem som, sem melodia,  
estrelas poderiam narrar,  
o céu, nem sempre azul,  
onde resolveu se abrigar.  

Nuvens seguem sem temor,  
rumo aos corpos molhados.  
Quando grandes e tempestuosas,  
deixam na terra seus recados.  

É o silêncio que a vida evoca,  
nem sempre fácil de guiar.  
Quando ainda é lago ou rio,  
anseia por seu mar.  

Hertinha Fischer










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