Estou criando o meu próprio mundo.
Um mundo paralelo em função da reclusão.
Um pouco para a escrita, outro pouco pra comer,
outro pouco só para continuar viva mesmo.
Se a morte está na esquina, para lá é que não vou,
mas, e se ela já criou asas e braços para abrir minha porta,
nisso eu ainda não pensei.
A minha idade já demonstra o quanto ela me espreita,
ah! mas, se, eu posso retardá-la, por que não?
Vou fechar-me entre quartos, respirar bem manso, falar
o mais baixinho possível: aqui não!
Não quero ninguém por perto, Vai que a morte venha
galgada em seu colarinho sem você perceber.
Vai que ela te use só para me enganar, e assim que eu
me distraia, queira me levar sem eu querer.
Eu quem mando na minha casa, só saio se eu quiser,
e por enquanto, enquanto está lá na rua, aqui me sinto segura.
Será?
Hertinha fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quinta-feira, 9 de abril de 2020
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