Não estou triste, não,
Só o sonar da tarde é que
me leva com ela.
Há uma solidão se derramando
no escuro, encobrindo a cor
do sorriso que quase dou.
Um luar morrendo entre as folhagens
desbotadas na beira da estrada.
Pouco resta de luz à desmaiar entre galhos,
suado com poucas gotas sonolentas de orvalho
O silêncio que incomoda, a roda do moedor,
sutil, leva a semente a gemer por causa
dela mesma.
Não há descanso, as horas sofrem o fastio
do tempo, que na mais profunda dor, morre
e vive, vive e morre.
Sonhei fora do corpo, vivo entre o mar e o deserto,
ambos me enchem de ternura, mas refrigério
não dá, um e seco, outro salgado, e o
sonho fora de mim é oco...
Hertinha Fischer
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
quinta-feira, 30 de abril de 2020
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